Eduardo Tanaka
07/05/06
Apesar da pouca idade, Eduardo Tanaka, 22 anos, é um colecionador de títulos: campeão paulista, brasileiro, sul-americano... Mas, podemos dizer que ele é um lutador dentro e fora do tatame. Além de atleta, Tanaka dá aulas de Kyokushin nas academias Penha e Liberdade, cursa o 1º. ano da faculdade de Educação Física... Ah! E ainda tem tempo para namorar! Sua mais recente conquista foi o Ichigeki Kyokushin Grand Prix 2006. Confira a entrevista exclusiva que ele deu ao nosso site.
Como você se preparou para o Ichigeki Kyokushin Grand Prix 2006?
Comecei a me preparar em março. Passei os últimos três meses treinando muito. Tive uma grande ajuda de minha mãe, Susete. Ter um parceiro de treino ajuda muito. Ele te incentiva, apóia, dá dicas. Muitas vezes, na academia, eu não tinha com quem treinar e minha mãe me deu uma força fenomenal. A participação dos alunos também foi super importante. Além de treinar a parte física, procurei me concentrar bastante. O preparo psicológico é fundamental nessas horas.
Como é este preparo psicológico?
Dias antes do torneio, eu me concentro e consigo ficar “normal” e tranqüilo. Mas, no dia do campeonato, mudo a minha expressão e fico mais sério. Tento seguir os conselhos do sensei Riyuji e me imagino lutando. Penso em como vou me portar durante a luta, que golpes irei usar e, na hora do combate, fico menos nervoso porque aquela imagem já estava na minha cabeça. É difícil falar... Cada campeonato é diferente, é uma surpresa.
Você tinha consciência de que, por ser o campeão Brasileiro de 2005, sua responsabilidade era maior que a dos outros atletas?
Sim. Pensei nisso o tempo todo, do sorteio das chaves até o dia do campeonato. Os outros atletas treinaram muito para ser campeões. Eu tinha que treinar mais para conseguir segurar o título. Numa das conversas que tive com Sensei Riyuji antes do torneio, ele me disse que o Kyokushin Grand Prix 2006 seria a oportunidade para provar se eu era realmente o vencedor. Isso me deu mais vontade de ganhar, pois como já disse, quero seguir os passos do grande lutador que ele é.
O que achou das lutas de Kyokushin?
As lutas estavam bem disputadas. O nível dos atletas estava alto. Deu pra perceber que todos treinaram firme para este Ichigeki. Acho que quem gostou mais foi o público. Todos deram show.
Fabbiano da Silva participou do Ichigeki Brasil na modalidade kickboxing, seguindo os passos de Shihan Francisco Filho e Glaube Feitosa. Você pretende seguir este caminho algum dia?
Ainda não. Acho que tenho que treinar mais para conseguir um objetivo dentro do karate Kyokushin. Já treinei kickboxing na academia do Shihan Francisco Filho, quando esta ainda era na Vila Mariana (SP). Se um dia tiver oportunidade de treinar esta modalidade e participar de competições, vou fazer meu máximo. Aproveito a oportunidade para dar os parabéns ao Fabbiano, que lutou muito bem no Ichigeki Brasil.
Você estuda, treina, dá aulas... Como faz para conciliar tantas atividades?
Tento fazer de tudo num mesmo dia, mas é muito difícil. Às vezes, deixo de fazer trabalhos da faculdade para treinar e vice-versa. Aí, tento recuperar no dia seguinte.
Quais são seus objetivos dentro do Kyokushin agora?
Quero continuar participando de outros campeonatos e ir ao Mundial de 2007, que é o principal.
E fora do Kyokushin?
Quero terminar o curso de Educação Física e abrir uma academia. Meu sonho é formar uma família e passar para os meus filhos tudo o que aprendi.
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