Eduardo Tanaka, Ewerton Teixeira e Sérgio da Costa


União, força e muita garra. Esses são os ingredientes que a equipe da Liberdade levará ao Japão, neste Mundial. Eduardo Tanaka, 23, Ewerton Teixeira, 25 e Sérgio da Costa, 33 sabem o que está em jogo. Foram anos de preparação, treinando firme, incessantemente. Eduardo e Sérgio representam, também, a academia da Penha. Ewerton é tido como um dos grandes favoritos ao título.

Joana Matushita

O que representa para você participar do Mundial de Kyokushin?

Eduardo: Para mim, é uma honra poder lutar no Mundial no Japão e representar o Brasil, porque lá só estarão os melhores de cada país. E eu estou dentro deste grupo.

Ewerton: É uma honra muito grande poder representar nosso país em um evento em que se encontram os melhores do mundo. É, também, uma oportunidade muito boa de nos avaliarmos como atletas.

Sérgio: É um misto de satisfação, honra, responsabilidade e aprendizado, ou seja, para mim, representa um engrandecimento como atleta e como pessoa.

 

Quais são suas expectativas para o Mundial?

Eduardo: Temos grande chance de ser campeões e, também, de estarmos entre os oito melhores.

Ewerton: Ver o Brasil no lugar mais alto do pódio e, pelo menos, quatro atletas entre os oito melhores.

Sérgio: Como já participei por duas vezes do Mundial, já sei o que me aguarda. Minha expectativa é ser campeão, mostrar o melhor de mim e representar o Kyokushin Brasil da melhor maneira possível.

 

Cite um atleta estrangeiro com o qual gostaria de lutar. Por quê?

Eduardo: Não há um atleta específico com que eu queira lutar, pois todos são meus adversários. Mas, se for para citar um, seria o Arthur (Hovhannisyan). Já lutei com ele, mas perdi, e gostaria de lutar de novo.

Ewerton: Nós, atletas, temos que estar preparados para enfrentar quem vier pela frente. Não penso em ninguém em especial para lutar; penso em me esforçar para vencer.

Sérgio: Gosto de grandes desafios, porém não vejo, no cenário atual, algum lutador estrangeiro que desperte esta expectativa. Há muitos estrangeiros fortes, mas não vejo um que seja um ace.

 

Além do exaustivo preparo físico, como tem se preparado mentalmente?

Eduardo: Estou assistindo aos campeonatos anteriores em vídeo e, antes de dormir, mentalizo como seria no Mundial. Isso foi uma dica de um lutador...

Ewerton: Procuro, durante os treinos, imaginar o ambiente de luta, em situações em que enfrento adversários mais fortes ou mais rápidos, ou seja, onde estou em desvantagem, para me acostumar com situações adversas. Pratico meditação também.

Sérgio: Procuro mentalizar o dia da luta e os supostos oponentes, tentando despertar a sensação que se tem quando se está ali, próximo ao tablado, esperando a sua vez de subir, imaginando o que pode ser feito com cada adversário.

 

Deixe uma mensagem à torcida brasileira.

Eduardo: Continuem torcendo por nós para que dê tudo certo. Quero agradecer a todos os dirigentes, professores e alunos pela ajuda e apoio que estão dando pra nós, atletas. Ossu!

Ewerton: Este ano é muito importante para nós, praticantes do karate Kyokushin. É o ano do Campeonato Mundial Aberto. Nós, atletas, estamos treinando intensamente para reconquistarmos o título. Contamos com a torcida de todos para a equipe brasileira, e não só para um atleta em especial. Se Deus quiser, voltaremos em novembro com muitos troféus. Um grande abraço.

Sérgio: O meu muito obrigado a todos que estão torcendo. Acho isso muito importante e acho também que, de uma forma ou de outra, todos estão ajudando muito mesmo. Pensamento positivo! E vamos esperar o melhor resultado possível.

 


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