IV Mundial por Categoria
21/07/2009 - A um mês do Mundial por Categoria, a equipe
brasileira começa a diminuir o ritmo dos treinos, priorizando
o preparo psicológico. Com a proximidade do campeonato,
os atletas não podem correr o risco de se machucar.
“Qualquer contusão, por menor que seja, pode
interferir no desempenho durante a luta”, pondera o
presidente da Organização Sulamericana de Kyokushin,
shihan Seiji Isobe, com a experiência de quem já
formou dois campeões mundiais (Francisco Filho, em
1999, e Ewerton Teixeira, em 2007).
Desde fevereiro, os oito brasileiros selecionados para as categorias de luta (Juvenil, Feminino e Masculino Absoluto) reúnem-se na Matriz para o treinamento coletivo coordenado por shihan Francisco Filho, presidente da Confederação Brasileira de Karate Kyokushin e técnico da seleção. “É um treino de entrosamento também. Nele, reforçamos a ideia de equipe, de união. Isso fortalece todo o time”, analisa.
Aos sábados, a equipe realiza treinos voltados especificamente para lutas, contando sempre com a ajuda de voluntários de todas as academias de São Paulo, sob a orientação de sensei Tsutomu Morimoto, presidente da Federação Paulista de Kyokushin e auxiliar técnico da seleção brasileira.
Abaixo, listamos as impressões e expectativas de cada um dos noves atletas que levarão ao Japão a responsabilidade de representar o Brasil no Mundial por Categoria, nos dias 21, 22 e 23 de agosto.
Joana Matushita
Quais são as suas expectativas para este torneio?
Anderson Rosa - Minhas expectativas são as melhores possíveis. Após ver o sucesso do Brasil, com Ewerton Teixeira, no Mundial Aberto de 2007, senti o desejo de conquistar o mesmo. Desde então, venho dedicando corpo e mente a cada dia para colher bons frutos futuramente. Creio que esse Mundial será uma grande oportunidade para mostrar toda a minha determinação, gana, garra e evolução como atleta - qualidades que venho procurando aprimorar nos treinos do shihan Francisco [Filho] e sensei Tsutomu [Morimoto]. Meu desejo de vencer é INFINITO!! Ossu.
Você é o atual campeão mundial peso médio. Isso aumenta a pressão sobre seu desempenho neste campeonato?
Andrews Nakahara - Acho que a pressão aumenta, sim. Mas, por outro lado, me motiva mais. Ser bicampeão será uma grande vitória para mim e para o Brasil. Acho, também, que agora estou mais bem preparado e mais experiente.
Por que este Mundial será diferente para você?
Diogo Silva – Porque agora sinto que estou mais preparado e experiente.
Qual a diferença entre lutar no Mundial por Peso e no Mundial Absoluto?
Eduardo Tanaka - Em termos de técnica, não há diferença. Mas, na força, há, sim. No Mundial Absoluto, há uma fase eliminatória em que, geralmente, os menos preparados são eliminados. Nesse Mundial por Peso, em especial, serão só oito atletas em cada categoria... Portanto, não haverá luta fácil.
Como se sente prestes a disputar seu primeiro campeonato internacional?
Gabriel Dolce - Sinto que tenho uma enorme oportunidade e que não posso desperdiçá-la. Sei da importância desse Mundial e que poucos tiveram o privilégio que estou tendo de representar o Brasil. Será a primeira vez que enfrentarei russos e japoneses, mas, treinando com o pessoal da equipe, pude me aprimorar. Então, acredito que não farei feio. Terei só uma chance de mostrar o que sei e o que evoluí. Não a deixarei escapar. Ossu.
Como se sente sendo a única representante brasileira no Mundial Feminino?
Jihane Sato - Representar o Brasil já é uma grande responsabilidade. Ser a única brasileira no torneio é um privilégio, porém com uma obrigação a mais. Terei a chance de mostrar a força feminina brasileira, e essa chance não deixarei escapar. Aproveito para agradecer o apoio das karatecas que me ajudam nos treinos, amigos, senseis e "shihans".
Como se sente sendo o primeiro brasileiro a competir no Mundial de Kata?
Rafael Hidani - Quando o sensei Ademar Tsutomu Morimoto me convidou para ir ao Mundial fiquei assustado, pois não sabia se estava realmente preparado. Mas, depois, vi que era uma oportunidade de competir com atletas de nível internacional e avaliar minha capacidade. Sinto-me muito honrado por ser o primeiro brasileiro a competir num Mundial de Kata. Por isso, devo-me esforçar e treinar muito. Aproveito para agradecer ao shihan Seiji Isobe e ao sensei Tsutomu por estarem me apoiando e me treinando.
Ser filho do shihan Seiji Isobe ajuda ou atrapalha a carreira de atleta?
Riyuji Isobe - Ser filho do shihan Isobe é uma grande honra. Tenho admiração e respeito por ele em dobro, seja como pai ou mestre de Kyokushin. Carregar o sobrenome Isobe é uma grande responsabilidade. Nos treinos, ele sempre foi mais rude e rigoroso comigo do que com os outros alunos. Isso, com certeza, só me trouxe benefícios. Fortaleceu-me física e espiritualmente. Espero retribuir-lhe com uma ótima performance neste Mundial por Categoria, colocando o sobrenome Isobe – e o Brasil – no topo do pódio. Ossu!!
Qual será o seu maior desafio neste Mundial?
Sérgio da Costa - Vejo muitos grandes desafios neste Mundial, mas destaco entre eles o desafio de segurar o título da categoria Super Pesado, conquistado em 2005 pelo brasileiro Ewerton Teixeira.
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