Matriz
dá boas vindas a 2012 em grande estilo
Joana Matushita
01/02/2012 – As novidades do novo ano
na Academia Kyokushin Liberdade são percebidas, literalmente,
na porta de entrada da Matriz. Um portal no melhor estilo
japonês (torii) dá boas vindas a alunos e visitantes
que passam pelo local. A ideia partiu do responsável
pela academia, sensei Riyuji Isobe, e foi executada pelo artista
plástico e 8º kyu Francisco Henrique Ferreira.
“Foi a forma inovadora que encontramos para recepcionar
o público. O intuito é transportar quem passa
sob portal ao universo do Kyokushin”, relatou Isobe.
A peça levou cinco dias para ficar pronta e foi motivo
de orgulho para o aluno artesão: “Executamos
todo o projeto durante o recesso da academia, entre o Natal
e o réveillon. A parte mais difícil foi decidir
a melhor maneira de fixar a peça na parede”,
contou Ferreira.
Não é a primeira vez que as peças de
Henrique, como gosta de ser chamado, são usadas para
decorar a academia. O brasão da Matriz instalado no
Dojo - muito usado como pano de fundo para fotos – também
foi confeccionado por Ferreira.
Grafite – O upgrade no visual da academia
não parou por aí. No andar superior, no local
reservado às aulas de alunos iniciantes, sensei Riyuji
optou por homenagear o fundador do estilo, Mestre Masutatsu
Oyama, com um grafite. A arte foi confeccionada pelos alunos
Leonardo Mendes, Gabriel Corrêa e Gustavo Bartolini.
Artistas por formação, eles tiveram a ideia
de ilustrar uma das paredes da academia em meados do ano passado.
Foram meses de conversas e estudos sobre o karate, até
que se chegasse no melhor tema e local para o grafite. “Passei
a respeitar ainda mais o mestre e a admirar toda a história
que envolve o Kyokushin”, relatou Bartolini.
O trio levou dez dias para completar o mural que retrata a
cena clássica em que Oyama quebra o chifre de um touro.
“Houve dias em que trabalhamos por 30 horas sem parar”,
lembra Corrêa, orgulhoso.
Segundo eles, a expressão facial do mestre foi a parte
mais difícil de toda a obra. “Tentamos mostrar
força e serenidade ao mesmo tempo. Desde o início,
buscamos originalidade em nossa arte e, não, simplesmente
copiar as fotos que vimos nos livros”, bem definiu Mendes. |
|
|